Em suas palavras Jean Bida fala ao opaleiros do paraná:
Agradeço a Deus que permitiu a realização deste sonho de criança…que a cada final de semana ao puxar a capa, quase trinta anos depois, me faz sentir novamente uma criança…Agradeço a minha esposa que amo pela compreensão(nem sempre rsrsr) e agradeço demais a minha nova família que ganhei a um ano desde que começou este Fórum!
Agradeço a todos os irmãos da melhor família Opaleira do Brasil por terem me dado o grande prazer de estar escrevendo um texto para o quadro “Opala do Mês”,parabenizo mais uma vez a todos que já passaram por aqui,que estão de certa forma “eternizados” e já fazem parte da história recente do Opala.
E parabenizo aos que virão e terão o prazer de ter sua paixão e dedicação aprovada por pessoas de tamanho respeito.
Muito Obrigado de coração a todos meus irmão do Opaleiros do Paraná.
Opala Diplomata 89/89, gasolina na versão mais clássica da época,pintura em dois tons.Comprado em 2005, sou o quinto dono,o carro segundo manual e SITE de consulta, foi por muitos anos do primeiro e segundo dono, ficou alguns anos, com o terceiro e alguns meses(ainda bem!) com o quarto,onde escrevo “comprado em 2005″ pode se entender: “salvo em 2005″ o carro em pouco tempo foi sendo descaracterizado pelo quarto dono que o pegou completamente original, rodas GLS,6×2(ai blz!),Luz Brancas, Paquerinha, passou a rodar no alcool com um 3E gasolina adaptado e rebaixado na altura dos paralamas,carro sem único ponto de solda e longarinas inteiramente intactas, tinha 162 MKm, hoje tem 165 MKm.A primeira etapa foi poucos dias depois da compra: a suspensão.Feita 100%(amortecedores Gás, molas,terminais,pivos,barra de direção,coxins e buchas) tudo original de marcas usadas pela montadora, o carro passou a rodar como se estivesse sob um piso de borracha, como um carro zero!Extremamente silencioso(menos o 6×2!).Depois retirada das luzes brancas e reles,segundo alarme que era inoperante,buzina clássica religada e Paquerinha e seus reles pra longe, toda a elétrica voltou originalidade total, não existindo mais um fio colocado após ter saído da fábrica, não existem emendas, pontes ou chicotes pós fábrica, som ligado a fiaçaõ destinada pra este uso.Segunda etapa,voltar ao combustível original e preparação,mas sem sair do original, então: 250-S!!! Colocado comando “novo” e original GM, tuchos Crane zeros,e 446 na época do restaurador José Genari(hoje roda como um injetado, liso com uma 446 tirada da caixa,sem nunca ter sido usada), nesta segunda etapa a melhora de desempenho e consumo foi uma alegria, em especial o desempenho,o carro enfim mostrava o por que de sua fama de andador e destruidor de pneus!Terceira etapa, rodas(já era meta as 92, mas não dava ainda), consegui as Serrinhas perfeitas no ML,e pneus novos, as GLS foram moeda de troca nos pneus.Quarta etapa:Rodas 92 e pneus FireHawk novos, ficou um colírio, ficava tempo sentado olhando ele na garagem, admirando,hoja lavar as rodas é uma diversão e prazer,(estava sem cabeçote nesta etapa).Quinta etapa: Cabeçote, o que estava eu tinha feito em casa uma limpeza de dutos, deixei lisinho, mas queria ter de fato um bem preparado, então procurei um 586(mais por etiqueta,já que só foi tirado 2mm, longe ainda da margem de segurança da peça)e pesquisei, cotei e decidi entrega-lo nas mãos do preparador Jeferson Heerdt que fez um trampo ímpar e deu nova vida ao carro sem aumentar consumo ou tira-lo da originalidade,como sempre visei torque, não optei por abertura de dutos nem vávulas maiores,recebeu polimento, equalização em dutos e câmaras,leve abertura de dutos e câmaras(provineiente do espelhamento) e grande melhora na entrada e saída dos dutos, mais uma vez outro carro!Mas rodou 40 Km assim e já passou pra sexta etapa,que a maioria aqui já conhece, não foi programado, foi uma decisão de momento e pra não ter volta já fui desmontando tudo: Motor zero! Já tinha seus 165 MKm, vez ou outra saia uma fumaçinha, foi feito inteiro, com absolutamente tudo de marca original Metal Leve, trocado as tres bombas, cabos, tampa, velas,rotor, radiador, “todas” as mangueiras,termostática…cabeçote,comando e tuchos tinham rodados poucos kms, então de peça sem trocar só sobraram as varetas e balancins, de resto tudo zero… enquanto isso foi feito freios com discos, pastilhas, flexiveis e lonas novas. Caixa de direção trocada rolamentos e retentores, caixa de câmbio revisada com troca de rolamentos,retentores e juntas.Hoje. o carro acredito que está muito próximo do que era a 19 anos atrás, roda como um zero, anda muito bem pra um carro original, tem consumo de acordo.Todos os ítens disponíveis de conforto oferecidos funcionam com perfeição,temporizadores,TE,VE,RE,antena elétrica,Porta malas,AQ,AC, desembassador,enfim, tudo mesmo.O prazer e alegria de puxar a capa,abrir a porta sentir o cheiro de Opala,que ainda é muito forte não dá pra escrever, girar a chave depois de dias sem ouvir a melhor música do mundo,baixar o afogador, empurrar a primeira, soltar a embreagem e sentir a massa sonora e a pressão do banco, não cabem e não encontro palavras pra sensasão, mas nem preciso pois aqui todo mundo sabe bem do que eu estou falando!!!!Eu amo meu Opala!!!!